Desafios na saúde suplementar para os próximos anos

Desafios na saúde suplementar para os próximos anos

Antes de falar dos desafios na saúde suplementar para os próximos anos, vale ressaltar que no mês de agosto de 2022, o número de beneficiários de planos médico-hospitalares totalizou 49.9 milhões. O anúncio foi feito no início de novembro pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e mostrou crescimento de aproximadamente 1,58 milhão de beneficiários nos planos médico-hospitalares, em comparação a agosto de 2021, o equivalente a 3,27% de aumento.

O número é o maior desde 2015, quando o setor possuía 50,1 milhões de clientes. Já nos planos exclusivamente odontológicos, o número de beneficiários chegou a 30,4 milhões, com um acréscimo de 2,3 milhões de beneficiários em relação a agosto de 2021 – o que representa 8,33% de crescimento no período.

Este é um cenário positivo, considerando que com a pandemia e a crise econômica, os planos de saúde brasileiros foram postos à prova nos últimos 2 anos. Ainda assim, o setor de saúde suplementar vem conseguindo, pouco a pouco, crescer e aumentar sua base de clientes.

Pelo que indica alguns estudos de mercado, os próximos anos também devem ser desafiadores. E já que a melhor forma de lidar com os problemas e desafios é mapeando-os, fizemos exatamente isso neste post. Continue a leitura até o final para conhecer os principais desafios na saúde suplementar para os próximos anos e começar agora mesmo a se estruturar para enfrentá-los.

 

Principais desafios na saúde suplementar:

1 – Envelhecimento da população.

De acordo com um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em outubro de 2021, a mudança da estrutura etária no Brasil é “inevitável”. Em 2010, o país tinha 194,7 milhões de pessoas. No cenário mais rígido analisado, em 2100 esse número pode diminuir para 156,4 milhões. Além disso, no mesmo período de 90 anos, a proporção de idosos pode passar de 7,3% para 40,3%. Já o percentual de crianças e adolescentes até 15 anos de idade pode cair de 24,7% para 9%.

Diante deste cenário, o envelhecimento da população é um grande desafio, porque os planos de saúde vão precisar lidar com mais pacientes idosos, o quesignifica na prática mais beneficiários com doenças crônicas necessitando de cuidados contínuos.

Uma forma de minimizar os problemas decorrentes deste desafio é investindo em campanhas de conscientização da importância da prevenção e do bem-estar, incentivando todos os clientes a cuidarem bem da sua saúde fazendo exames preventivos continuamente e adquirindo hábitos saudáveis.

 

2 – Profissionais (des)credenciados

Os planos de saúde dependem dos médicos credenciados para que possam atender de maneira satisfatória aos beneficiários. A lista de credenciados, inclusive, ajuda a nortear a contratação dos planos – principalmente no que diz respeito aos individuais. Desta forma, o descredenciamento dos profissionais prejudica a reputação das operadoras e ajuda a distanciar os beneficiários. As restrições de atendimento vinda dos próprios profissionais credenciados – como consultas e exames em meses, dias ou horários específicos – também compromete o atendimento prestado.

O credenciamento acontece por meio de contrato de parceria entre prestadores de serviços de saúde (clínicas, hospitais, consultórios médicos e laboratórios) e operadoras/seguradoras de planos de saúde. O contrato é de consentimento mútuo e pode ser revogado por decisão recíproca ou unilateral. Caso não haja mais vantagem ou ocorra alguma insatisfação em manter a prestação de serviço, o contrato pode ser desfeito ou recombinado. Um fator que pode gerar o rompimento da parceria é o atraso ou falta de pagamento pela operadora/seguradora ou até mesmo por morosidade no tempo de atendimento por parte do referenciado. Neste caso, a clínica, laboratório ou médico pode desfazer o acordo, assim como o pagador do serviço.

É preciso pensar e agir em prol de manter a rede credenciada da sua operadora de saúde atrativa para conquista e manutenção dos clientes.

 

3- Custo com novas tecnologias

A cada nova tecnologia incorporada na cobertura mínima obrigatória da ANS, maiores os gastos das operadoras de planos de saúde. Esse é um dos maiores desafios da saúde suplementar para os próximos anos.

Muitos tratamentos, como a imunoterapia, ou exames mais modernos, possuem alto custo porque demandam grande investimento dos laboratórios para realização. Alguns têm patentes vigentes, o que significa monopólio da medicação. Os importados também saem caros por causa do câmbio.

Uma forma de lidar com esse aumento de despesas é implementar um sistema de auditoria médica. Com uma série de rotinas da auditoria de contas médicas automatizadas, a sua operadora de saúde se blinda de possíveis fraudes, diminui em até 95% as glosas e reduz significativamente os custos assistenciais logo nos primeiros meses de uso.

Leia também: Confira as 4 tecnologias incorporadas no Rol da ANS

 

4 – Aumento da inflação 

O aumento da inflação, bem como o impacto da crise no orçamento das famílias, impõem grandes desafios. Entre eles está a perda do poder de compra dos brasileiros que, cada vez mais, deixam a conta fechada e optam por eliminar gastos desnecessários. Por isso, é extremamente importante manter o nível de satisfação do cliente alto, para que se alcance um comprometimento satisfatório. Isso pode ser conquistado com o aprimoramento de processos e fortalecimento das estratégias de fidelização.

A consequência da inflação alta também reflete no aumento dos custos com a aquisição de materiais. Os procedimentos de alta complexidade demandam a aquisição de materiais OPME, que podem comprometer  (e muito) o orçamento. E quando esses materiais são adquiridos sem que haja indicação real para sua utilização, os gastos podem ser ainda maiores. A falta de controle e auditoria do processo de compra desses materiais torna-se um dos principais entraves na gestão e controle dos gastos dos planos de saúde.

Para minimizar os impactos no orçamento, é necessário melhorar o controle e a auditoria no processo. Nesse sentido, a gestão do alto custo se torna necessário para a sustentabilidade das operadoras no mercado.

 

5 – Uso de dados

A aplicação do Big Data na sua operadora deve estar dentro do que é exigido pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Essa lei foi criada para proteger os dados que são coletados, armazenados e usados pelas instituições, independente do ramo.

Ela obriga que as empresas, incluindo as operadoras, sejam transparentes com o processo de manuseio dos dados que recolhe, da forma que eles são manipulados e que os pacientes e usuários estejam consentidos a todo tempo.

Falamos sobre a LGPD e de como as operadoras podem se adequar a elas neste post.

Assim, os mapeamentos dos dados, identificando as formas de entrada, finalidades, políticas e procedimentos, devem estar adequados à essa lei para garantir a viabilidade da evolução tecnológica dentro da operadora, sendo um enorme desafio para os gestores conseguir obter o melhor dos dois mundos (benefícios que a tecnologia gera versus regulamentação às leis).

6 – Investimento em medicina preventiva

Entre os principais desafios da saúde suplementar, está aumentar o papel da atenção primária nos planos de saúde. E isso poderia trazer inúmeros benefícios para o setor.

É a atenção primária que organiza o atendimento de saúde de forma que atenda às necessidades dos cidadãos. Com isso, o atendimento não fica tanto focado na doença, mas sim no paciente. Assim, um maior controle de custos assistenciais pode reduzir desperdícios ligados a tratamentos, exames e procedimentos desnecessários que atualmente ocorrem.

A atenção primária também é responsável por disseminar informações e orientações sobre a prevenção de doenças e a promoção da saúde, além de encaminhar casos mais graves e específicos para um atendimento mais especializado.

Já em relação à medicina preventiva, as operadoras devem investir mais em ações de amplitude com o objetivo de promover a saúde e bem-estar dos beneficiários de forma integral, evitando as doenças. Para isso, pode-se tomar como base os dados epidemiológicos disponíveis dos usuários.

medicina preventiva também costuma atuar a partir da descoberta precoce das doenças. Isso é possível pelos recursos tecnológicos disponíveis para diagnósticos, como exames modernos para diversos graus de complexidade e técnicas de medicina genética. Assim, é possível identificar as doenças logo no início, antes mesmo dos sintomas aparecerem. A maior parte dos problemas de saúde tem mais chances de cura ou de deixar menos sequelas quando identificados nos estágios iniciais.

Com isso, além da economia para os planos de saúde no médio e longo prazos, os pacientes também podem se beneficiar bastante. Eles têm menos chances de ficarem doentes e precisarem de internações. Também podem ter mais qualidade de vida, com acompanhamento direcionado e capacitado.

 

7 – Transparência total

Por fim, a relação com fornecedores e outros prestadores de serviços também exemplifica um desafio para a saúde suplementar no contexto atual. A manutenção de boas parcerias, fundamentadas na qualidade e na transparência, são indispensáveis para assegurar uma boa assistência ao paciente, com inovação na saúde e preços justos.

 

Prepare sua operadora de saúde para enfrentar esses e outros desafios!

Uma forma inteligente e prática de blindar sua operadora de planos de saúde e deixá-la preparada para enfrentar todos esses e outros desafios é implementar um bom software de auditoria de contas médicas. Um verdadeiro aliado, que ajuda toda equipe a otimizar processos, reduzir custos desnecessários, amenizar perdas e também a garantir a melhor personalização dos serviços oferecidos. São várias as soluções disponíveis, mas apenas uma é a mais premiada e requisitada pelas maiores operadoras brasileiras, o SAUDI – Um sistema de auditoria médica que auxilia todo o processo de gestão e controle de custos, capazes de otimizar o processo de auditoria e garantir uma melhor alocação dos recursos.

Outro ponto muito importante é poder centralizar as informações em um só lugar, unificar a jornada do paciente e padronizar processos. Desse modo, torna-se extremamente viável a coleta de indicadores estratégicos e a conferência de inconformidades na gestão da saúde. Neste cenário, para a operadora competitiva, significa ter êxito no trabalho dos gestores na área de saúde, o que por sua vez proporciona otimização do serviço, melhora no cuidado oferecido ao paciente e, consequentemente, crescimento da reputação da operadora.

Por isso conhecer os desafios para o setor e as ferramentas capazes de solucionar as dores é uma tarefa indispensável para uma gestão da saúde eficiente. É necessário, ainda, estar atento às melhores soluções para garantir a sustentabilidade e sucesso do negócio no mercado. Conte com o SAUDI na jornada rumo ao sucesso da sua operadora!

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