Entenda o Padrão TISS estabelecido pela ANS e quais os tipos de guias TISS existentes

Entenda o Padrão TISS e as guias existentes

Entenda o Padrão TISS estabelecido pela ANS e quais os tipos de guias TISS existentes

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabeleceu o chamado Padrão de Troca de Informações em Saúde Suplementar (Padrão TISS) através da Resolução Normativa nº 114 em 26 de outubro de 2005. Essa resolução criou um padrão de modelos de Guias TISS para o faturamento odontológico e médico, além de estabelecer outros procedimentos.

Preparamos esse artigo para explicar o que é o Padrão TISS e quais os tipos de guias que ele contempla. Leia até o final para entender tudo sobre esse assunto. Aproveite também para ler outros posts relacionados em nosso blog.

Padrão de Guias TISS

O novo padrão de Guias TISS foi adotado de maneira gradual, e ele conseguiu facilitar a gestão contas médicas nas operadoras de saúde. Além disso, facilitou também as auditorias de contas médicas.

A princípio, o novo padrão de Guias TISS foi usado em papel. No entanto, a partir do mês de maio de 2007, os prestadores de serviço começaram a enviar essas guias no formato digital, em arquivos XML, para as operadoras de planos de saúde.

Para que serve?

Na prática, o estabelecimento do Padrão TISS serviu para, por exemplo, padronizar as cobranças de serviços de saúde e dos comprovantes de presença durante o processo de autorização para que sejam realizados procedimentos em hospitais.

Sua intenção tem sido a de uniformizar todas as ações administrativas, subsidiar as atividades de acompanhamento econômico, financeiro e assistencial e de avaliação das operadoras de planos de saúde, além de compor o Registro Eletrônico de saúde.

A norma do padrão TISS é a interoperabilidade entre sistemas de dados em saúde preconizados pelo Ministério da Saúde e pela ANS. Além disso, deseja a redução da assimetria das informações para os beneficiários de planos de saúde.

Os modelos de Guias TISS

As Guias TISS são diferentes modelos formais de descrição e representação de documentos sobre qualquer tipo de atendimentos de saúde realizados em prol do beneficiário de plano de saúde. Elas são produzidas pelo profissional que prestou o serviço são enviadas para a operadora de saúde.

Os tipos principais de Guias TISS estabelecidos pela ANS são:

  • Guia outras despesas;
  • Guia de consulta;
  • Guia tratamento odontológico (GTO);
  • Guia de solicitação de serviços profissionais/serviço de apoio diagnóstico e terapêutico (SP/SADT);
  • Guia honorário individual;
  • Guia de recurso de glosa
  • Guia solicitação de internação;
  • Guia resumo de internação.

A seguir, iremos explicar cada uma das guias citadas acima:

Esse texto está tirando suas dúvidas sobre o Padrão TISS criado pela ANS e os tipos de guias que ele possui? Visite nosso site e descubra uma solução perfeita para gerir todas estas guias num processo simples, além de conhecer nossos serviços!

  1. Guias de consulta:

Elas são o modelo mais simplificado de guias médicas padronizadas pela ANS. São usadas em consultórios e clínicas para realizar o faturamento das consultas feitas pelos beneficiários dos planos de saúde.

Nas guias de consulta, é preciso que sejam descritos os dados do prestador do serviço, seja pessoa física ou jurídica, o CRM médico e as informações do atendimento e do paciente. Isso inclui a data do atendimento, o código do procedimento realizado e o valor total da consulta. Caso o atendimento seja um retorno, ele não deverá ser cobrado se for feito em um prazo de 30 dias (somente no caso de mesma patologia. Em geral fica a cargo de cada operadora a remuneração do retorno).

Nesse modelo de guia é possível faturar ainda as consultas ambulatoriais feitas em hospitais e aquelas feitas por outros tipos de profissionais da saúde, como fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos etc.

  1. Guias de SP/SADT:

As guias de solicitação de serviços profissionais/serviço de apoio diagnóstico e terapêutico (SP/SADT) são mais usadas no ramo de saúde suplementar e as mais comuns. É por conta delas que são feitas as faturas dos serviços profissionais e dos serviços de apoio à diagnose e terapia, como as terapias renais substitutivas (TRS), os exames laboratoriais de análises clínicas, as radioterapias, os exames de imagem, as quimioterapias, as remoções, os atendimentos domiciliares, as pequenas cirurgias, as consultas com procedimentos ou as terapias.

  1. Guias de honorário individual:

Essas guias são usadas normalmente para realizar o faturamento dos serviços de auxílio que foram prestados por algum profissional de saúde que participou de algum tipo de procedimento. Entre os exemplos desses profissionais que recebem por essa guia estão os pediatras de sala de parto, os auxiliares em cirurgias e os anestesistas.

  1. Guias de resumo de internação:

Elas são usadas para realizar o faturamento de procedimentos de tipos mais complexos, que tiveram a necessidade de internação hospitalar para que fosse feito.

Os pacientes costumam receber alta com menos de 30 dias de internação na grande maioria das vezes. O faturamento da guia de resumo de internação pode ser feito de maneira total com só uma guia. No entanto, no caso de o quadro do paciente chegar a se agravar e haja a necessidade de ele ficar internado por um grande período de tempo, existe a possibilidade de se fazer cobranças parciais, o mais comum a cada 30 dias.

  1. Guias de tratamento odontológico (GTO):

As Guias de Tratamento Odontológico, também chamadas de GTOs, são usadas pelos profissionais de odontologia para realizar o faturamento de tratamentos dentários.

  1. Guias de Recurso de Glosa:

Entre operadoras e prestadores de serviços de saúde, os processos de glosa devem ser padronizados para troca eletrônica, sendo de implantação obrigatória

  1. Guias outras despesas:

Elas são um complemento a outros modelos de Guias TISS. No entanto, as guias outras despesas não podem ser faturadas sozinhas. A função delas é autorizar a cobrança de qualquer despesa adicional que haja com taxas, materiais, diárias, medicamentos, aluguéis ou gases que forem usados nos procedimentos médico-hospitalares.

Por causa disso, as guias outras despesas podem ser anexadas às de GTO, de SP/SADT e de resumo de internação.

Caso haja necessidade de se fazer a cobrança de despesas, mas os serviços prestados já tiverem sido faturados, existe a possibilidade de enviá-las anexadas a alguma guia vazia, onde não haja a descrição de procedimentos.

  1. Guias Associadas:

Em muitos casos, um procedimento traz a necessidade da realização de outros serviços. Sendo assim, são produzidas as guias adicionais. Elas sempre fazem relação com um evento de saúde inicial, necessitando de uma guia principal.

Sendo assim, é preciso associar as guias associadas à guia inicial através da utilização do campo “Número da Guia Principal”. O preenchimento correto dessas informações irá garantir a relação correta entre os eventos de saúde, criando uma fatura médica em concordância com a realidade.

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